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SEM ÁGUA: Águas de Rolim encontra ‘esqueletos no armário’ e moradores reclamam de falta d’água

A nova empresa de saneamento de Rolim de Moura enfrenta o primeiro grande problema com o desabastecimento de grande parte da população, que maciçamente reclama nas redes sociais.

A moradora da Rua Uirapuru, no Bairro Beira-Rio, Vânia Frauzin relatou para nossa equipe: “Estou sem água a 3 dias, é impossível tomar banho, usar o banheiro e lavar a  louça. Imagine isso com um bebê e uma filha? Além do mais a 15 dias a  água não tem a pressão de antes. Não mandam pipa e não atendem o telefone.”

Isso parecia uma realidade distante a falta de água em Rolim de Moura, uma vez que foram anunciados mais de R$ 96 milhões de investimentos em melhorias do sistema de tratamento e distribuição de água e na ampliação do sistema de esgotamento sanitário.

Parecia, agora não parece mais, é a pura realidade.  Desde domingo à noite, diversos bairros da capital da zona da mata sofrem com o desabastecimento parcial ou total, deixando donas de casas sem condições sem água mesmo para cozinhar.

Outras reclamações que chegaram até a redação do OndaTOP, informam que o abastecimento estava ocorrendo apenas na madrugada e  ainda sem pressão suficiente para abastecer reservatórios – isso nos bairros mais baixos da cidades, à exemplo do Beira Rio, Centro, áreas do Jardim Tropical  e Centenário.

Se puxar o histórico, isso já aconteceu no ano passado. Sites da cidade noticiavam a falta de água por mais de 07 dias, e outros que bairros inteiros ficaram por até 15 dias com o abastecimento irregular –  época da antiga concessionária, CAERD que passou 30 anos na cidade.

ESQUELETOS NO ARMÁRIO

Basta uma rápida pesquisada para verificar que ano passado no feriado de 2 de novembro, a cidade esteve sem água por causa de fios roubados, e  entre 5 e 11 de janeiro deste ano uma falha na bomba de captação também deixou empresários com enormes prejuízos e donas de casa de ‘cabelo em pé’.

Então não adianta dizer que nunca aconteceu falta d’água por ali, por que aconteceu sim no passado, e está acontecendo agora (com a nova empresa).

Falta de investimentos, redes inapropriadas, igarapé de captação que na época do verão amazônico (seca) chega a uma vazão inexpressiva, que pode sim irá impactar na distribuição de água para a população.

Assumir uma empresa sem transição é assumir muitos problemas desconhecidos. Comparando de um modo fácil, é o mesmo que comprar uma casa sem abrir as portas e sem perguntar para o dono se tem defeitos.

No caso do tratamento de água, depois que assumiu, a empresa tem por obrigação reformar tudo, concertar o estragado, fazer funcionar o parado, e desativar o ruim mais que isso essa empresa só tem uma obrigação – o respeito com o cidadão. Respeito que vem dos resultados – água tratada para todos e com regularidade leia-se – SEM FALTAR.

O PROBLEMA DO VIZINHO

O mesmo grupo de Rolim de Moura assumiu Pimenta Bueno em 2016, e passaram por problemas similares à estes que Rolim vive hoje, como jornalísticos do município vizinho acompanharam: na implantação de novas bombas, redes e pressurização as redes antigas de Pimenta não suportaram a pressão e reparos emergenciais foram necessários, sem contar na nova estação de R$ 2,5 milhões para permitir melhoras. Sistemas antigos, problemas sempre. Falta de manutenção é uma bomba, prestes a explodir, e eles já passaram por isso com investimentos e solução eficaz.

POR QUE FALTOU

Domingo a Eletrobrás Distribuição Rondônia desligou toda a região da Zona da Mata para manutenção de sistemas elétricos, e sem energia não existe como captar água em Rolim de Moura (assim como era).

Uma manhã inteira sem captar água é o suficiente para que a população use toda a água disponível em casa e esgote toda a reserva de distribuição da central de distribuição da Águas de Rolim de Moura. Ainda mais num final de semana onde quase todo mundo está realizando as atividades domésticas necessárias.

Com o retorno da energia elétrica e o baixo nível de reservatório, o resultado é a dificuldade em captar, tratar a água e  elevar os níveis de reserva para retornar gradativamente o abastecimento.

E O QUE ESTÃO FAZENDO?

Uma empresa que tem milhões para investir deixaria faltar água? Pergunta: Correria o risco de ser multada, pela Agência de Regulação e ainda passar por uma empresa que não presta um bom serviço à população? Falta de interesse? Não estão investindo? Não Atendem a população?

Águas de Rolim de Moura enfrenta problemas para abastecer à população - Falta de investimentos no passado podem ser a causa principal

Águas de Rolim de Moura enfrenta problemas para abastecer à população – Falta de investimentos no passado podem ser a causa principal

Nossa reportagem contatou ontem o CCO – Centro de Controle Operacional e r

ecebeu cópia do comunicado que você pode ler abaixo no final da matéria. Recebemos informações da área de comunicação da companhia a respeito dos problemas e obtivemos informações vagas no que tange à falta de energia e de manutenções emergenciais (não informadas as quais).

Também questionamos sobre o abastecimento por caminhão-pipa informado no comunicado, sobre a quantidade desses veículos que trabalham para minimizar os danos com o desabastecimento da cidade.

RECLAMAÇÕES

Seja por causa das melhorias, falhas, ou erros seja de quem for, a população não pode ficar sem atendimento, é direito do usuário e dever da concessionária a disponibilização de água. Para isso, é necessário contatar a companhia por telefone ou no escritório de atendimento.

Todos os telefones informados no site da concessionária, nos comunicados e nas redes sociais, atendiam normalmente, até esta manhã, quando tentamos por 8 vezes e o tom de ocupado ou serviço indisponível eram a única resposta.

Solicitamos informações mais específicas à empresa, porém até o fechamento desta matéria não havíamos recebido o retorno, ficando estes dados a serem atualizados assim que recebidos.

Texto Anderson Guizolfe –  SRT 1379/RO

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Anderson Guizolfe
Anderson Guizolfe é jornalista, fotógrafo profissional e se aventura no marketing e em novas tecnologias. Faz coberturas fotográficas dinâmicas em diversos eventos, e à 12 anos garimpa informações e notícias entre uma faculdade ou outra, e o serviço público.