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SAFRA: Rondônia tem recorde de produção ao registrar aumento de mais de 18% na última safra

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rondônia aumentou a produção de soja 18,7% em relação à última safra. A soja é o segundo produto mais exportado pelo estado, tendo movimentado mais de R$ 862,6 de janeiro a maio deste ano, segundo Valor Bruto da Produção (VBP) do mês de maio.

Na última safra, foi plantada soja em 289 mil hectares no estado, produzindo 908,3 mil toneladas. Esse Volume é o maior da história do Estado de Rondônia. A produtividade rondoniense também é maior que a média regional. Na safra 2016/2017, o estado produziu, em média, 3.143 quilos por hectare. Já a média da região Norte foi de 3.042 quilos por hectare.

Para o secretário estadual da Agricultura, Evandro Padovani, uma das ações que contribuíram para o aumento da produção agrícola no estado, foi a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) de fertilizante, de 8,4% para 2,1%, no Mato Grosso.

Segundo dados da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), os três municípios com as maiores áreas destinadas à produção de soja estão localizados no Sul do estado: Vilhena (47.352 ha), Corumbiara (41.165 ha) e Pimenteiras do Oeste (33.073 ha). O Sul rondoniense também tem os seis municípios com mais propriedades rurais produtoras de soja: Cerejeiras, Corumbiara, Pimenteiras do Oeste, Cabixi, Vilhena e Colorado do Oeste. No total, Rondônia tem 1.243 propriedades rurais produtoras de soja.

CUIDADOS

A Idaron alerta que o vazio sanitário da soja começou no último dia 15 e vai até 15 de setembro. Neste período, o produtor deve manter a área livre de todas as plantas de soja, inclusive as voluntárias, também chamadas de tigueras.

A medida é importante para diminuir os risco de contaminação por ferrugem asiática da soja, praga que pode causar danos ao cultivo de até 90%. O vazio também contribui para o uso de menos agrotóxico na lavoura, ou seja, diminuem os custos de produção e há mais garantia de produtividade.

“A maioria dos produtores entende a importância do vazio sanitário e cumpre a medida, mas alguns produtores ainda resistem, e esses sofrerão as sanções previstas em lei, porque é preciso garantir para os que fazem certo que não serão prejudicados por quem não faz”, disse Rachel Barbosa, gerente de Defesa Vegetal da Idaron.

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