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Greve geral: confira como foram os protestos desta sexta no país

Paralisação e protestos foram registradas em 25 estados e no Distrito Federal nesta sexta-feira (28/04) na greve geral convocada pelas centrais sindicais e por movimentos de esquerda contra as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB). A greve geral deixou várias capitais, como São Paulo, com cara de feriado, com pouco movimento nas ruas, principalmente em razão da paralisação do transporte coletivo. Os principais confrontos com a polícia ocorreram no centro do Rio de Janeiro e no entorno da casa de Temer, no Alto de Pinheiros, bairro de altíssimo padrão na zona oeste de São Paulo.

21:02 – Confronto começa a arrefecer, com reforço de policiais e a dispersão de manifestantes, mas deixa um rastro de destruição no entorno da casa do presidente Michel Temer – há lixeiras espalhadas pelas ruas, placas de trânsito e cancelas arrancadas, calçadas destruídas (manifestantes arrancaram pedaços de concreto para jogar nos PMs), vidros quebrados, lixo incendiado e portões arrombados. Há estilhaços de bomba e pedaços de ferro e paus espalhados pelas ruas. O grupo não contava com nenhum dos líderes oficiais da manifestação, que desistiram de ir até a casa do presidente. O líder do MTST, Guilherme Boulos, fez uma apelo para que ninguém fosse à residência de Temer, mas foi ignorado pelo grupo.


20:31 – A Tropa de Choque se divide em três  grupos para fazer a varredura das ruas e dispersar os manifestantes. Com pedaços de paus e pedras, grupos de mascarados enfrentam a PM transformando as ruas no entorno da casa de Temer em verdadeiro palco de uma batalha campal. O bairro é de alto padrão, com vários casarões de luxo.


20:27 – Um grupo de manifestantes tenta derrubar as grades de segurança em torno da casa de Temer e começa a arremessar paus e pedras. A tropa de choque da PM chega rapidamente e começou a disparar balas de borracha e bombas de efeito moral para cima dos manifestantes. Uma parte dispersou, mas um grupo arrancou lixeiras e concretos das calçadas para arremessar contra os policiais. Um portão de uma casa foi arrombado, mas os manifestantes não entraram. Um veículo da PM avança para cima dos manifestantes com jatos d’água.


20:11 – Manifestantes e policiais militares entram em confronto próximo à casa de Temer.  O grupo se desgarrou do restante dos manifestantes, ignorando apelos do líder do MTST, Guilherme Boulos, para que não fosse em frente – eles responderam que “não teria arrego” e partiram em direção à casa do presidente. No carro de som, o coordenador do MTST avisou que não daria para todo mundo ir ao local, pois as ruas são estreitas.  O grupo dissidente parou em frente a um bloqueio montado pelo GSI e reforçado pelo PM. Uma grade de quase 1 metro foi colocada em volta da Praça Norma Arruda para impedir o acesso à rua Bennet, onde Temer tem a sua propriedade. Manifestantes começaram a lançar objetos para cima dos PMs e tentam acender uma fogueira na praça. A PM respondeu com balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio. Os manifestantes recuaram.


19:45 – Manifestantes passam sem problemas pela barreira montada pela PM na Praça Pan-Americana e seguiram em direção até a casa do presidente Michel Temer. Na praça, muitos carros entraram na contramão para desviar do ato. Na Praça Pero Vaz, a cerca de 150 metros da casa de Temer, o carro de som parou e os manifestantes se dividiram em dois grupos – um continuou na Avenida Professor Fonseca Rodrigues e o outro seguiu até a casa de Temer.

Protestos em São Paulo

Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, na passeata pela avenida Faria Lima, em São Paulo (Eduardo Gonçalves/VEJA.com)


19:35 –  Em nota, o presidente Michel Temer criticou os protestos realizados hoje. Segundo ele, “pequenos grupos bloquearam rodovias e avenidas para impedir o direito de ir e vir do cidadão, que acabou impossibilitado de chegar ao seu local de trabalho ou de transitar livremente”. “Fatos isolados de violência também foram registrados, como os lamentáveis e graves incidentes ocorridos no Rio de Janeiro”.

(Reprodução/Reprodução)


19:00 – Trens da CPTM e do Metrô circulam parcialmente em São Paulo nesta sexta-feira, segundo balanço atualizado às 19h


18:50 – A produção de veículos no Estado de São Paulo foi paralisada nesta sexta-feira, em meio à greve geral convocada por várias categorias profissionais do país contra as reformas trabalhista e da Previdência, informaram montadoras, sindicatos e fontes do mercado. Na região do ABC paulista, principal polo automotivo do país, cerca de 60 mil trabalhadores de montadoras, fabricantes de autopeças e de outras empresas do setor aderiram à greve, informou o Sindicato do Metalúrgicos do ABC, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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