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CAMPONESES OU BANDIDOS?: Grupo de sem terra invade IDARON e faz reféns em Monte Negro

Não bastasse a violência que vemos frequentemente nas reportagens  sobre invasões a  fazendas e áreas agropecuárias, agora presenciamos as mesmas badernas na cidade e ainda com servidores públicos feitos de “reféns”. Um grupo de cerca de 50 sem terras invadiu na manhã desta segunda-feira (07) o escritório da Idaron em Monte Negro e mantiveram servidores do órgão como reféns dentro do prédio.

A invasão aconteceu assim que o prédio foi aberto para o atendimento ao público.

Uma testemunha que está dentro do escritório e que pediu para não ter o nome revelado, revelou que o grupo de sem terra se identificaram como invasores da Fazenda Padre Cícero (Fazenda Jordão) localizado na zona rural do município, área tomada sob violência por integrantes da Liga dos Camponeses Pobres – LCP.

Os invasores reivindicam das autoridades que sejam liberadas a movimentação de fichas para a criação de gado dentro da área invadida.

“O grupo chegou à Idaron nas primeiras horas do dia, assim que foi aberto para o atendimento, eles invadiram o prédio e fecharam as portas. Não estão deixando nenhum produtor rural entrar e impedindo o atendimento. Causando constrangimento aos servidores e terceiros, como se fossem “reféns” dentro do prédio.

Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada e está do lado de fora do prédio acompanhando a movimentação.

Opinião do Autor

Sempre que vemos levas e mais levas clamando por terra, vemos os mesmos invadindo áreas produtivas, formadas, destruindo plantações, queimando veículos e equipamentos, atirando e amedrontando trabalhadores.

Por que estes que se dizem sem terra, não invadem áreas de mata? Preguiça de Trabalhar? Oportunismo? Dificuldade? 

Fichas para movimentar gado? Por que será que ainda não enxergaram a oportunidade de ir trabalhar, ser “meeiros” e construir com o pouco que têm, o muito?

Não julgo de modo algum o direito à lutar por um pedaço de terra, pelo contrário – apoio, desde que queiram formar a terra como grande parte das famílias de “pequenos camponeses”  que nem sequer começaram pobres, minha família mesmo chegou em Rondônia décadas atrás sem nada, na miséria, –  nem com essas vaquinhas que estes sem terra procuram movimentar na IDARON –  e construíram tudo que têm com trabalho.

Falha memória a minha, já fiz algumas entrevistas com os ditos sem terras, e os que eu considero verdadeiros, estão a  10 anos morando na mesma terra que formaram e que mantém a dignidade de suas famílias. Estes que tomam terras prontas à foice e a disparos de cartuchos, são oportunistas, que quando “assentados” vendem a terra, embolsam o dinheiro e saem rumo à novas empreitadas –  isso é bandidagem e bandidagem é com a polícia.

Com informações do RondoniaVIP

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Anderson Guizolfe
Anderson Guizolfe é jornalista, fotógrafo profissional e se aventura no marketing e em novas tecnologias. Faz coberturas fotográficas dinâmicas em diversos eventos, e à 12 anos garimpa informações e notícias entre uma faculdade ou outra, e o serviço público.