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10 coisas que você não sabia sobre gordura, uma vai te surpreender

Para a maioria das pessoas, gordura é sinônimo de coisa ruim. Mas tem muito mais aí para descobrir. Nossa compreensão sobre as temidas gorduras, incluindo aquelas que são realmente boas para nós, está evoluindo.

Já sabemos, por exemplo, que carne vermelha, bolos e biscoitos são ricas fontes de ácidos graxos saturados e estão associados a um aumento do número de mortes por doenças cardiovasculares. Sabemos também que, por outro lado, nozes, peixes e produtos lácteos oleosos, que são ricos em gorduras saturadas, estão associados com menor risco desse tipo de doença.

Tipos de gorduras

Alimentos Gordurosos podem Oferecer algumas melhorias na saúde, e não risco como é sempre argumentado

Alimentos Gordurosos podem Oferecer algumas melhorias na saúde, e não risco como é sempre argumentado

Existem quatro tipos principais de gorduras em nossos alimentos: gorduras polinsaturadas, monoinsaturadas, saturadas e, a talvez as mais famosas de todas, as gorduras trans. Cada uma delas tem diferentes propriedades físicas e químicas.

Vegetais e óleos de cozinha, principalmente de girassol, soja e oliva geralmente contêm os dois primeiros tipos mencionados acima (gorduras polinsaturadas e gorduras monoinsaturadas), e gordura saturada em quantidades relativamente pequenas. Mas o óleo de palma, que tem um ponto de fusão mais elevado e passou a ser utilizado em muitos produtos, tem uma concentração bem alta ade gordura saturada.

Só por isso você já pode perceber que, quando o assunto é gordura, nem tudo é preto no branco.

Justamente por isso, de um tempo para cá, você deve ter percebido que o mantra das dietas vem se modificando. E onde é que as gorduras se encaixam em tudo isso? Aqui estão dez coisas talvez você não saiba:

10. A gordura é um alimento energético

A maior parte da nossa energia vem de carboidratos. Mas as fontes de gordura contribuem com algo entre um quarto e dois quintos do consumo de energia de um adulto, e metade de um recém-nascido. Em bebês, uma alta ingestão de gordura promove depósitos que o isolam contra a perda de calor.

Dessa forma, comer mais pode dobrar o seu conteúdo energético. Da mesma forma, não comer gordura alguma, cortando alimentos como carne, leite e derivados, pode reduzir substancialmente sua energia.

Curiosidades:

  • 1 grama de gordura tem 9 Kcal de energia;
  • 1 grama de carboidratos tem 3,7 Kcal de energia;
  • 1 grama de proteína tem 4 Kcal de energia;
  • 1 grama de álcool tem 7 Kcal de energia.

9. Quanto menor for o seu consumo de energia, maior vai ser a sua perda de peso

Reduzir o consumo de energia, ao invés de aumentar a atividade física, é o meio mais eficaz de reduzir a gordura corporal. Você pode conseguir isso comendo alimentos com baixo teor de gordura, cortando a gordura do seu bife e usando óleos com moderação.

Outra coisa interessante: não há muita diferença no teor de gordura entre carne grelhada e frita.

E diminuir a ingestão de energia também exige limitar a ingestão de carboidratos e álcool.

8. A localização da gordura no corpo faz diferença

Ter um bundão + cinturinha é melhor para a sua saúde do que ter um barrigão + pernas finas, por exemplo. Isso porque o acúmulo do excesso de gordura corporal é mais prejudicial se for na cavidade abdominal ou do fígado, porque nessas regiões ela pode ser causa do desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Uma mulher com mais de 80 centímetros de cintura e um homem com mais de 94 nessa região tem o que se chama de obesidade central, marcador útil para prever o risco de diabetes tipo 2. As mulheres têm mais reservas de gordura subcutânea do que os homens, de modo que os homens armazenam esta gordura visceral em torno do abdômen.

Quando a energia armazenada nas células de gordura é liberada, o processo de mobilização de gordura leva a ácidos gordos que entram na corrente sanguínea. A gordura visceral é mais rapidamente mobilizada do que a gordura subcutânea e pode se acumular no fígado.
A gordura também se acumula no fígado se a ingestão de álcool ou de açúcar for muito alta.

7. O corpo usa o carboidrato como combustível e não como gordura

A obesidade resulta no excesso de acumulação de gordura alimentar no corpo. Muito pouca gordura é feita no corpo a partir de carboidratos (incluindo o açúcar) ou álcool, porque eles são preferencialmente usados como combustível. Mas se você tem excesso de combustível a bordo, ele será armazenado na forma de gordura, porque temos uma capacidade limitada para armazenar carboidratos.

6. As mulheres precisam de gordura para fertilidade

A gordura do corpo desempenha um papel importante na fertilidade feminina.

Entre 20 a 30% do peso do corpo de uma mulher madura saudável é justamente gordura – e essa quantidade é nada menos que o dobro da de um homem maduro e saudável. Se o nível cai abaixo de cerca de 18%, a ovulação para. Mas se esse nível se eleva para níveis muito altos – como algo em torno de cerca de 50% do seu peso – a ovulação também para.

Tudo culpa de um hormônio chamado leptina, que é secretado pelo tecido adiposo (gordura) no sangue de forma proporcional a quantidade de gordura que ele armazena. O cérebro detecta o sinal da leptina no sangue e isso promove a ovulação, quando o nível é suficiente.

5. Alguns ácidos graxos são essenciais

Precisamos de certos ácidos graxos poli-insaturados, os chamados ácidos graxos essenciais (ácidos linoléico e linolênico), em nossa dieta para uma pele saudável. Estes também contribuem para a manutenção da saúde cardiovascular, bem como o bom funcionamento cérebro e visão.

Nós podemos obter esses ácidos graxos principalmente a partir de óleos vegetais, nozes e peixes oleosos.

4. Precisamos de gordura para absorver algumas vitaminas

Cerca de 30g de gordura são necessárias todos os dias para promover a absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), gordura esta que também obtemos a partir de alimentos gordurosos. Os óleos vegetais são uma importante fonte de vitamina E e o óleo de peixe é a melhor fonte alimentar de vitamina D.

Dica: adicionar um pouco de óleo em vegetais verdes e cenouras melhora bastante a absorção de caroteno (vitamina A).

3. Gorduras afetam em grande escala o nível de colesterol no sangue

O nível de colesterol no sangue é um dos principais determinantes do risco de doença cardíaca coronária. Não é à toa que desde que a gente se entende por gente, temos que visitar um laboratório para fazer exames de sangue de rotina e verificar como anda nosso colesterol.

Pesquisas mostram que substituição de ácidos gordos saturados por ácidos gordos poli-insaturados reduz o nível de colesterol no sangue e também reduz a incidência da doença, mas não a mortalidade. Hoje em dia, estes níveis elevados de colesterol são mais eficazmente tratados com estatinas, um grupo de substâncias lipoproteícas. Ainda assim, o objetivo da saúde pública é reduzir os níveis médios de colesterol.

2. Nem toda gordura saturada é ruim

Nem todas as gorduras saturadas aumentam o colesterol no sangue.

Os efeitos do colesterol estão relacionados ao láurico, mirístico e palmítico (o último é encontrado no óleo de palma). Em geral, o que é mais eficaz para reduzir o colesterol é substituir ácidos graxos saturados por óleos ricos em gorduras monoinsaturadas (como azeite e óleo de canola) ou ácidos graxos polinsaturados (soja e óleo de girassol), ao invés de reduzir a ingestão de carboidratos.

Por exemplo, substituindo a manteiga ou banha de porco por azeite de oliva como sua principal fonte de gordura pode reduzir o colesterol LDL em cerca de 10%.

1. A ingestão de gordura saturada no mundo está estável

As políticas de alimentação e nutrição mudaram a oferta de alimentos.

No Reino Unido, por exemplo, a ingestão de energia por meio de gordura e ácidos graxos saturados caiu de 42% e 20% no início de 1970 para 35% e 12% até 2000, respectivamente. Permanecem nesse nível desde então. Entre 1987 e 2000, os níveis médios de colesterol no sangue caíram de 5,7 mmol/L para 5,2 mmol/L.

Apesar do aumento contínuo da obesidade e do diabetes, a morte por doença cardiovascular caiu, principalmente devido a melhores tratamentos e melhorias no controle de fatores de risco como pressão arterial, tabagismo e colesterol. [livescience]

Por Gabriela Mateos em http://hypescience.com/10-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-gordura/

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Anderson Guizolfe
Anderson Guizolfe é jornalista, fotógrafo profissional e se aventura no marketing e em novas tecnologias. Faz coberturas fotográficas dinâmicas em diversos eventos, e à 12 anos garimpa informações e notícias entre uma faculdade ou outra, e o serviço público.