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Godzilla é coadjuvante do próprio filme em seu segundo longa ocidental

Godzilla não é chamado de Rei dos Monstros à toa. Plateias ocidentais devem lembrar mais do personagem pelo “fator trash” de um homem com uma óbvia roupa de borracha destruindo uma maquete de Tóquio – efeito que pode ser mais convincente do que parece – ou pela péssima adaptação norte-americana de 1998. Mas Godzilla é um veteraníssimo do cinema que já fez de tudo: de representar de forma muito sombria o pesadelo da bomba atômica, por um povo que o sentiu na carne, a pai de família, que ensina o filhão a soltar seu característico “bafo nuclear”, e a protagonista de filme trash mesmo, em que dá pulinhos de alegria, voa e até conversa com outros monstros.

O filme “Godzilla” de 2014 é nada menos que o trigésimo longa do lagartão e chega no ano em que ele comemora 60 anos. O monstro estava há cerca de uma década longe das telas, após o apocalíptico “Godzilla Final Wars”, de 2004. De muitas formas, o novo filme parece um pedido de desculpas de Hollywood ao personagem, que está muito mais fiel às suas características na série, com sua quase invulnerabilidade e o tal do “bafo nuclear”. Ele volta a ser mais que um lagarto anabolizado, mas uma força vingativa da natureza que faz a humanidade se sentir como formiguinhas.

Mesmo assim, Godzilla parece um coadjuvante de seu próprio filme. Os seres humanos têm muito mais espaço com dramas familiares com os quais, francamente, quem se importa? E até os monstros antagonistas – que parecem ser os primos pobres da criatura de “Cloverfield” – ganham muito mais espaço e tempo de tela do que sua majestade o Rei dos Monstros. Se no lugar de Godzilla fosse colocado qualquer outro kaiju – os monstros gigantes japoneses – não iria fazer muita diferença.

Fonte: uol.com.br

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