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Filhote de gavião-real é resgatado por populares em estrada de Rondônia

Um filhote de harpia – também conhecida como gavião-real, considerada a maior águia das Américas e que está em extinção – foi resgatada por populares e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Porto Velho, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Um filhote de jaguatirica também foi resgatado às margens do Rio Madeira por populares. O espaço abriga, provisoriamente, 80 animais silvestres, dos quais 76 foram resgatados pelo Ibama, por meio de entregas voluntárias, apreensões por tráfico ou denúncias de criadouros ilegais.

Gavião real foi encontrado por populares na Estrada Parque que dá acesso ao município de Guajará-Mirim (Foto Suzi RochaG1)

Gavião real foi encontrado por populares na Estrada Parque que dá acesso ao município de Guajará-Mirim (Foto Suzi RochaG1)

O gavião real é, também, a ave mais forte do mundo e está em extinção, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Suas garras medem até sete centímetros, sendo que a ponta de uma asa a outra, quando aberta, pode chegar até dois metros. Na fase adulta (atingida aos cinco anos) o animal pode pesar até oito quilos. “É um pássaro que costuma construir seus ninhos em árvores muito altas, e criam um filhote a cada três anos. O primeiro voo acontece por volta dos seis meses de idade, podendo viver aproximadamente 40 anos”, afirma o biólogo Alex Rodrigues.

O gavião-real tem cerca de dois meses de idade, pesa três quilos e meio e foi encontrado na Estrada Parque, que dá acesso ao município de Guajará-Mirim (RO) e está no Cetas há cinco dias. Uma possível reintrodução do animal em seu meio natural está sendo viabilizada através do Programa de Conservação do Gavião-Real, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

A jaguatirica, batizada pela equipe do Cetas como Lucy, tem cerca de 4 meses de idade, pesa um quilo e meio e foi resgatada por um morador de Humaitá (AM), quando provavelmente se perdeu da mãe, há aproximadamente 15 dias, às margens do Rio Madeira. O animal deverá ser encaminhado para um criadouro conservacionista ou zoológico credenciados pelo Ibama.

No Cetas, a jaguatirica ganhou o nome de Lucy. Animal não deverá ser devolvido ao seu habitat natural (Foto Suzi RochaG1)

No Cetas, a jaguatirica ganhou o nome de Lucy. Animal não deverá ser devolvido ao seu habitat natural (Foto Suzi RochaG1)

“A jaguatirica dependia da mãe para sua alimentação e proteção. Se ainda estivesse perdida na natureza, certamente seria presa fácil para outros animais ou morreria de fome. No caso do gavião real, nossa intenção é devolvê-lo ao seu meio natural assim que isso for possível”, explicou Rodrigues, que também afirma que os dois animais foram recebidos em boas condições de saúde.

Alimentação
Os 80 animais abrigados no Cetas recebem alimentação baseada em frutas, legumes e carnes. Por mês são consumidos cerca de 600 quilos de frutas e legumes, além de 200 quilos de carne. A alimentação da jaguatirica é dividida em duas porções diárias de 80 gramas de carne misturada ao leite. Já o gavião real é alimentado, diariamente, com 450 gramas de carne bovina (cortada em pequenos pedaços) e cálcio, três vezes ao dia.

Fonte: G1.globo.com

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