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Brasileiro Roberto Azevêdo assume direção-geral da OMC

O brasileiro Roberto Azevêdo assumiu neste domingo (1º) a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o órgão máximo do comércio internacional. Ele é o sexto diretor-geral da organização e ficará no cargo por quatro anos. Ele foi escolhido para a função em maio deste ano.

O principal desafio de Azevêdo será desbloquear as negociações da Rodada do Desenvolvimento de Doha para liberalizar o comércio mundial, lançadas em 2001 e estagnadas há anos.

De acordo com comunicado da OMC, o conselho geral da organização fará um encontro especial no dia 9 de setembro para dar as boas-vindas a Azevêdo e ouvir ao seu discurso inaugural.

Roberto Azevêdo, em imagem feita em 14 de março de 2013   Foto Reuters - Luke MacGregor

Roberto Azevêdo, em imagem feita em 14 de março de 2013 Foto Reuters – Luke MacGregor

A primeira aparição internacional de Azevêdo como diretor-geral da OMC será na reunião dos líderes do G20 em São Petersburgo, entre 5 e 7 de setembro, diz a organização.

Ao final do evento, será anunciada a intensificação dos trabalhos preparativos para a próxima reunião ministerial, que será realizada em Bali de 3 a 6 de dezembro, e é vista como decisiva para o futuro da OMC. “Um encontro de sucesso em Bali proporcionará um tiro no braço necessário para a economia global e para a OMC”, disse Azevêdo, em sua mensagem de boas-vindas.

“Eu acredito que um acordo pode ser alcançado, apesar do pouco tempo que temos entre hoje e Bali. Eu farei tudo o que posso para que o acordo seja alcançado. Mas não existe tal coisa como uma coisa certa, e uma grande quantidade de trabalho e compromisso são necessários nas próximas semanas, se quisermos ter sucesso”, afirmou.

Diplomata de carreira, Azevêdo tem 55 anos e trabalhava no Itamaraty desde 1983. Especialista em comércio internacional, desde 2008 ele era o representante do Brasil na OMC e atuava como “negociador-chave”.

Antes, ocupou diversos cargos relacionados a assuntos econômicos no Ministério das Relações Exteriores, tendo atuado em contenciosos como os casos de Subsídios ao Algodão (iniciado pelo Brasil contra os Estados Unidos), Subsídios à Exportação de Açúcar (iniciado pelo Brasil contra as Comunidades Europeias) e Medidas que Afetam a Importação de Pneus Reformados (litígio iniciado pelas Comunidades Europeias), além de chefiar a delegação brasileira na Rodada Doha.

Boa parte de seus argumentos de campanha se basearam em seu profundo conhecimento da organização, de seus mecanismos, potencialidades e de conhecer por dentro os delicados ‘equilíbrios de poder’ da OMC.

FONTE G1

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