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Técnicos entram em reator nuclear japonês pela 1ª vez após explosão

Depois do casamento real, a beatificação do papa João Paulo II e a morte de Osama bin Laden, o noticiário internacional ‘esqueceu’ de acompanhar os desdobramentos da crise nuclear que atinge o Japão após o terremoto seguido de tsunami que atingiu o país em março deste ano e matou mais de 13 mil pessoas. Mas, nesta quinta (5), as autoridades japonesas anunciaram que  os funcionários da usina nuclear de Fukushima, a mais atingida pelo tremor, entraram nos prédios que abrigam os reatores pela primeira vez desde o terremoto.

 

Vista aérea da Usina Nuclear e Fukushima no Japão. Técnicos entram pela 1ª vez em reator nuclear após explosão

Vista aérea da Usina Nuclear e Fukushima no Japão. Técnicos entram pela 1ª vez em reator nuclear após explosão. MTV Credits

Agora, os trabalhadores estão instalando sistemas de ventilação nos reatores para filtrar partículas radioativas que estão no ar, segundo a Tokyo Electric Power Company (Tepco), responsável pela usina. De acordo com a empresa, o trabalho será mantido por tempo indeterminado.

O objetivo do trabalho é, quase dois meses depois terremoto, reduzir o nível de radiação no local para a instalação de um novo sistema de resfriamento, já que o sistema existente foi danificado pelo terremoto. O reator um também foi danificado por uma grande explosão no dia seguinte ao desastre.

Desastre nuclear
Desde o terremoto seguido de tsunami que devastou o Japão em 11 de março, a Usina Nuclear de Fukushima passou a ser uma das grandes preocupações da população asiática. A Agência de Segurança Nuclear do Japão divulgou que há elevados níveis de radioatividade nos prédios dos reatores 1 e 3 que abrigam a usina, o que impedia a entrada dos técnicos até esta quinta (5).

A empresa que cuida da central – a Tokyo Electric Power (Tepco) – indicou que, dentro de seis a nove meses haverá uma estabilização e o local não vai mais emitir radiação. O plano inclui três meses na primeira etapa, em que serão esfriados reatores nucleares e piscinas de combustível usado. Nos próximos seis a nove meses, serão ainda cobertos os prédios com reatores danificados e o governo vai avaliar questões ligadas à evacuação do local.

Até o momento, um raio de 20 quilômetros ao redor da central já foi evacuado pelas autoridades, mas o governo pede ainda que a população que vive até 30 quilômetros da área abandone a região.

Comparação com Chernobyl
Logo após o terremoto seguido de tsunami, foi detectado o vazamento de radiação. O que não se sabia é que a gravidade era muito mais alta do que as autoridades no assunto suspeitavam. Isso fez com que o desastre fosse classificado no mesmo nível de Chernobyl.

O lugar é hoje uma cidade ucraniana fantasma. Isso porque, na década de 70, um dos reatores da usina nuclear construída na região explodiu e contaminou a população, os animais e o meio ambiente local.

 

Fonte: MTV.UOL por Leandro Meireles

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