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Palavra de Especilista > Osteoporose a Epidemia Silenciosa do Século

“A saúde é conservada pelo conhecimento e observação do próprio corpo.” (Cícero )

Osteoporose é definida como uma doença sistêmica progressiva que leva à uma desordem esquelética, caracterizada por força óssea comprometida,  predispondo a uma aumento do risco de fratura.

 

A Osteoporose é mais comum em pessoas com idade avançada

A Osteoporose é mais comum em pessoas com idade avançada

A osteoporose é considerada pela Organização Mundial de Saúde ( OMS ) como a “ Epidemia Silenciosa do Século “, e atualmente um problema de saúde pública no mundo inteiro devido ao aumento na expectativa de vida das populações.É uma doença de grande impacto devido sua alta prevalência e grande morbimortalidade. Afeta indivíduos de maior idade, de ambos os sexos, principalmente, mulheres na pós-menopausa, que também apresentam mais fraturas.

No Brasil, somente uma a cada três pessoas com osteoporose é diagnosticada e, dessas, somente uma em cada cinco recebe algum tipo de tratamento, com uma taxa anual de aproximadamente 100 mil fraturas de quadril. Cerca de 10 milhões de brasileiros (as) sofrem de osteoporose e 24 milhões de pessoas terão fraturas a cada ano, sendo que 200 mil indivíduos morrerão como conseqüência direta de suas fraturas.

As fraturas de corpos vertebrais e de quadril são as complicações mais graves. A mortalidade das pessoas com fratura de quadril é de 10 a 20% em seis meses. Do restante, 50% precisará de algum tipo de auxílio para deambular (caminhar) e 25% necessitará de assistência domiciliar ou internação em hospitais. Custando milhões aos cofres públicos, se metade desse dinheiro fosse usado na prevenção da osteoporose, sobraria mais para  ser usado em outras ações e serviços de saúde.

Uma forma óssea adequada nas duas primeiras décadas de vida é fundamental para se evitar a osteoporose, sendo que o pico de massa óssea é atingido entre a adolescência e os 35 anos de idade, sendo 20 a 30% maior nos homens e 10% maior nos negros. A genética contribui  com  cerca de 70% para o pico de massa óssea, enquanto o restante fica por conta da ingestão de cálcio, exposição ao sol, exercícios físicos e época de purberdade – aproximadamente 60% de massa óssea são formados durante o desenvolvimento puberal. Alguns anos após a formação óssea máxima, inicia-se uma redução progressiva, com uma perda média de 0,3% para o homem e 1% para as mulheres. Na pós-menopausa ocorre a diminuição acelerada da massa óssea, que pode ser até 10 vezes maior do que observada no período de pré-menopausa.

Fatores de risco para a osteoporose:

– Sexo feminino;

– Baixa massa óssea;

– Raça branca ou asiática;

– Amenorréia primária ou secundária;

– Idade avançada em ambos os sexos;

– Baixa ingestão de cálcio, alta ingestão de sódio;

– Menopausa precoce  ( antes dos 40 anos) não tratada;

– Alta ingestão de proteína animal;

– Uso de corticóides;

– Sedentarismo, tabagismo e alcoolismo;

– Alto consumo de xantinas (café, refrigerantes à base de cola, chá preto ).

 

A diferença entre os ossos com osteoporose, está na resistência e forçaA diferença entre os ossos com osteoporose, está na resistência e força

A diferença entre os ossos com osteoporose, está na resistência e força

É fundamental a história clínica minuciosa com investigação dos fatores de risco para a osteoporose e para as fraturas. Deve-se considerar a avaliação de mulheres na pós-menopausa que apresentam um ou mais fatores de risco citados anteriormente e após os 65 anos indepedentemente de presença dos fatores de risco.

A osteoporose é uma doença assintomática, e geralmente o primeiro sinal é a fratura, que representa o agravamento da doença, senda as mais freqüentes as da coluna lombar, colo do fêmur e 1/3 médio do rádio. A maioria das fraturas são causadas por quedas, as quedas representam um grande problema para as pessoas idosas por serem suscetíveis a lesões devido a fragilidade dos seus ossos e músculos. Devemos tomar cuidado com os riscos domésticos pois a maioria das quedas acidentais ocorrem dentro de casa ou em seus arredores.

Riscos domésticos para queda

– Presença de tapetes pequenos em superfícies lisas;

– Carpetes soltos ou com dobras;

– Pisos escorregadios;

– Degraus de escada com altura ou largura irregulares;

– Uso de chinelos, sapatos desamarrados ou mal ajustados;

– Má iluminação;

– Cadeiras, camas e vasos sanitários muito baixos;

– Cadeiras sem braço.

Para se fechar um diagnóstico preciso se faz, necessário eliminar outras causas que podem produzir a perda de massa óssea. Durante a avaliação deve ser feita o exame físico, deve ser pedido exames laboratoriais como o hemograma completo, dosagem  de cálcio e fósforo, entre outros. Em homens com osteoporose deve-se avaliar as possibilidades de hipogonadismo, com  as dosagens de testosterona.

No diagnóstico por imagem , são utilizadas radiografias e a densitometria óssea que é o exame de referência para o diagnóstico da osteoporose. Por ser um exame muito caro na saúde pública (SUS) é realizado apenas em pacientes considerados com alto risco de fraturas.

Prevenção e tratamento da osteoporose

Exercícios são primordiais para a prevenção da osteoporose

Evidências sugerem que, se  medidas preventivas forem adotadas, a incidência de osteoporose pode cair dramasticamente.

O tratamento inclui dieta,vitamina D, atividades físicas, exposição solar, além de medidas preventivas de queda e medicamentos ( ex. calcitonina ).

O mais importante de tudo é o respeito é o cuidado que devemos ter por pessoas da terceira ou melhor  idade. Envelhecer com saúde é uma grande batalha da humanidade, e informação é a melhor forma de vencer qualquer barreira ou preconceito.

 

 

Por Dra. Rita de Cássia,com informações do caderno de atenção básica, Ministério da saúde.

 

 

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Dra. Rita de Cássia Martins
Rita de Cássia é Fisioterapeuta, e escreve para a sessão Palavra de Especialista do OndaTOP a 8 anos. Trabalha com RPG, Fisioterapia Ortopédica e Drenagem Linfática.