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‘O cenário é de destruição’, diz senador após visita à usina de Jirau

“O cenário é de destruição. A devastação dos alojamentos é impressionante e metade deles virou pó”. É assim que o senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, descreve a visita à Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia.

Rollemberg esteve no local na segunda-feira (4), junto com os senadores Ivo Cassol (PP/RO), Blairo Maggi (PR/MT), Valdir Raup (PMDB/RO), Jorge Viana (PT/AC) e Acir Gurgacz (PDT/RO). No domingo (3), a comitiva já havia visitado o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, também em Rondônia.

Usinas do Madeira - Na Mídia Nacional

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“São duas obras com características muito parecidas em engenharia, mas muito diferentes na relação com os trabalhadores. No caso de Santo Antônio, mais de 80% dos trabalhadores são de Rondônia e grande parte mora em Porto Velho. Lá, sentimos um clima ameno com os trabalhadores, que fizeram reivindicações habituais, mas houve o retorno ao trabalho”, afirma o senador ao G1.

Já a situação observada em Jirau foi diferente. Segundo o senador, a sensação é de que a comunicação entre os trabalhadores e os empreendedores é mais difícil do que em Santo Antônio. “Em Jirau, mais de 80% dos trabalhadores vêm de outros estados, e eles reclamam que só podem visitar suas famílias a cada quatro meses, de ônibus, e têm que pagar pela passagem, já que o ressarcimento é posterior. Outra reivindicação é com relação aos diferentes salários pagos para a mesma função, já que há várias empresas atuando no mesmo canteiro de obras. Tudo isso causa descontentamento”, diz.

Manifestação violenta
Apesar das reivindicações trabalhistas e do visível descontentamento em Jirau, Rollemberg considera que a insatisfação dos trabalhadores é insuficiente para tamanha destruição nos alojamentos. “O meu sentimento é que isso seria insuficiente para provocar a manifestação com o caráter tão grande de violência, porque o cenário de devastação dos alojamentos é impressionante. A maioria do pessoal que está ali quer trabalhar e houve destruição de bens pessoais dos trabalhadores”, conta.

As obras na Usina Hidrelétrica de Jirau foram suspensas após atos de vandalismo que destruíram parte das instalações. A confusão começou no dia 15 de março, quando ônibus foram incendiados por operários. Os alojamentos e a área de lazer foram depredados. O tumulto teria começado após uma briga entre dois operários.

Durante a visita a Rondônia, os senadores se reuniram com representantes dos trabalhadores de ambas as usinas, do sindicato da categoria, do governo e da Justiça do Trabalho. “A informação que recebemos é que no momento da primeira manifestação violenta, em Jirau, houve tentativa de arrombamento de caixas eletrônicos no canteiro de obras, e toda essa ação foi produzida por pessoas encapuzadas. Tudo leva a crer que as manifestações não foram causadas apenas pela insatisfação espontânea dos trabalhadores, mas só uma ação de inteligência da Polícia Federal poderá dizer efetivamente o que aconteceu.”

O senador deve se reunir com os demais membros da Comissão para produzir, nos próximos dias, um relatório com as preocupações observadas nas usinas. Esse relatório será encaminhado a instituições que tenham relação com a situação das usinas e que tenham interesse no documento.

Autor: Natália Duarte – – G1.com.br
Fonte: www.OndaTOP.com.br

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