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Mulheres vão receber assistência integral da gestação aos primeiros anos de vida do bebê

A presidenta Dilma Rousseff lança hoje, em Belo Horizonte, o Rede Cegonha – um programa de assistência à gestante e ao bebê, que prevê investimento de mais de R$ 9 bilhões na rede pública de saúde.

TRANSCRIÇÃO – CAFÉ COM A PRESIDENTA

Apresentador: Olá, bom dia, eu sou Luciano Seixas e começamos agora mais uma Café com a Presidenta, o nosso encontro semanal com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano!

Apresentador: A senhora está indo hoje a Belo Horizonte, lançar o programa Rede Cegonha, mais uma novidade dirigida às mulheres. A senhora já falou do Rede Cegonha aqui rapidamente, mas gostaríamos de saber mais, pode ser?

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Presidenta: Pode sim, Luciano. Você sabe que uma das grandes preocupações do meu governo é assistência à mulher e ao bebê. Um país só pode ser medido pela atenção que dá às suas mães e às crianças. O Rede Cegonha é um programa que vai dar atendimento à mulher do início da gravidez até o segundo ano de vida do bebê. Vamos agir bem cedo, sabe por quê? Porque o futuro de uma criança começa muito antes do nascimento dela, começa na qualidade de vida da mãe, nas condições da gravidez e nas condições do parto. Vamos investir R$ 9 bilhões até 2014 para garantir um atendimento integral.

Apresentador: Em que esse dinheiro vai ser aplicado?

Presidenta: Nós vamos construir uma rede para as mulheres, a Rede Cegonha, ligada ao Sistema Único de Saúde, trabalhando em conjunto com os estados e os municípios. A ideia é a seguinte: no momento em que uma mulher chegar a uma unidade de saúde informando que está grávida ou que suspeita de gravidez, ela vai entrar imediatamente numa corrente de cuidados especiais. Primeira coisa, a gestação vai ser confirmada ali mesmo, sem demora. A mulher vai fazer um teste rápido, aquele que dá o resultado na hora.

Apresentador: Ali, na hora?

Presidenta: Isso mesmo, sem perda de tempo. Vamos começar o pré-natal ali, no primeiro contato com a gestante para incentivá-la a fazer um pré-natal completo, como é recomendado. O governo federal vai garantir os recursos, inclusive para o transporte, se for preciso, para que ela possa comparecer a todas as consultas e aos exames recomendados.

Apresentador: Mesmo os exames mais complexos, mais caros?

Presidenta: É claro, Luciano, mesmo estes. Hoje, o SUS já recomenda 20 tipos de exames às gestantes. Com o Rede Cegonha, além destes exames, vamos garantir recursos para que 100% das gestantes façam, por exemplo, ultrassom. Se ela tiver uma gravidez de risco, outros nove tipos de exames complementares também terão recursos garantidos. Tudo isso para evitar ou prever problemas futuros e mais graves para a mãe e para o bebê.

Apresentador: A senhora disse que o Rede Cegonha vai pagar a passagem de ônibus das gestantes, é isso?

Presidenta: Isso mesmo. Vai sim. Para a gestante comparecer a todas as consultas previstas, vamos dar um Vale Transporte. Ao final do pré-natal, se cumprir todas as consultas recomendadas, ela vai receber um Vale Táxi para ir para a maternidade. Assim, a mulher vai estar preparada e vai chegar mais tranquila ao momento do parto. Hoje, a maioria das mulheres, quase 90%, já faz as quatro consultas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde, mas nós queremos ir além, que ela faça, pelo menos, seis consultas e todos os exames necessários. Queremos que a mãe seja assistida mais de perto e que ela seja bem informada sobre sua gestação.

Apresentador: Como, presidenta, a rede de saúde pode dar mais tranquilidade à gestante?

Presidenta: Primeiro, oferecendo a ela um ambiente acolhedor. Por exemplo, no Rede Cegonha vamos garantir que a gestante conheça previamente qual será a maternidade onde ela terá o bebê. A maternidade conhecida passa a ser uma espécie de porto seguro. Também vamos criar as casas da gestante e do bebê.

Apresentador: O que é isso?

Presidenta: Olha, Luciano, essas casas ficam nas maternidades de alto risco. A mulher pode precisar ficar nessas casas antes do parto, caso não tenha indicação de ficar internada, mas precise continuar sendo observada. Podem também ser indicadas depois do parto, quando o bebê está em uma UTI ou, então, não possa por qualquer motivo ir para casa. Além disso, como gravidez e parto não são doenças, vamos implantar, de forma segregada, nos hospitais gerais, as maternidade, alas ou centros para parto normal ou de risco.

Apresentador: E melhor ainda se for parto normal, não é, presidenta?

Presidenta: Ah, sem dúvida! Vamos mostrar às mulheres as vantagens do parto normal. É mais saudável, a recuperação é mais rápida e, Luciano, é melhor para o bebê. Mas o fato é que a mulher precisa sentir segurança para chegar confiante ao parto normal. Então, além de um bom pré-natal, vamos criar um ambiente favorável, que respeite a individualidade da mulher. Por exemplo, se quiser, a mulher poderá ter o acompanhamento de uma pessoa de confiança.

Apresentador: Presidenta, o papo está ótimo, mas chegamos ao fim. Muito obrigado e até semana que vem.

Presidenta: Obrigada, Luciano. Boa semana para nossos ouvintes, boa semana para o Brasil. Tchau!

Apresentador: Você pode acessar este programa na internet. Voltamos segunda-feira, até lá.

 

Autor: EBC

Fonte: OndaTOP.com.br – Caderno –

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Anderson Guizolfe
Anderson Guizolfe é jornalista, fotógrafo profissional e se aventura no marketing e em novas tecnologias. Faz coberturas fotográficas dinâmicas em diversos eventos, e à 12 anos garimpa informações e notícias entre uma faculdade ou outra, e o serviço público.