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Manifestações no Egito ganham caráter violento

As manifestações da população egípcia contra o presidente Hosni Mubarak começaram pacíficas no início desta semana, no entanto, ganham caráter violento entre esta sexta-feira (28) e sábado (29). A agência de notícias Reuters apurou com fontes médicas, hospitais e testemunhas que pelo menos 74 pessoas foram mortas em protestos em todo o Egito. Ainda não há dados oficiais. Segundo o levantamento, 68 mortes foram registradas nas cidades do Cairo, Alexandria e Suez durante os protestos de sexta-feira.

Os protestos foram intensificados após todos os ministros do governo Mubarak pedirem demissão. Depois da oficialização da estratégia anunciada nesta sexta-feira, o presidente egípcio, que não escolheu um vice-presidente desde sua posse em 1981, nomeou o seu chefe de inteligência e confidente Omar Suleiman, para o cargo. Hosni Mubarak também anunciou Ahmad Shafic, até então ministro da Aviação Civil, como o responsável por formar o novo gabinete de ministros.

Manifestante Sobe em tanque de  Guerra nos protestos do Egito

Manifestante Sobe em tanque de Guerra nos protestos do Egito - FOTO AP

Entre os conflitos mais intensos deste sábado está a tentativa de invasão ao prédio do Ministério do Interior, quando pelo menos três pessoas foram mortas pela polícia. Antes disso, fontes de segurança disseram à Reuters que pelo menos seis pessoas, incluindo um policial, havia sido mortas.

Neste sábado, fontes médicas disseram à agência que cerca de 2 mil pessoas ficaram feridas em todo o país, porém com mais protestos em movimento, esse número pode aumentar. Pelo menos trinta corpos foram levados para o hospital de El Damardash no centro do Cairo nesta sexta-feira.

A Associated Press apurou que o total de mortes desde o início das manifestações, que começaram nesta semana, já soma 35 pessoas, o que inclui 10 policiais.

Manifestantes egípcios atacaram também neste sábado um prédio na sede da Segurança de Estado da cidade de Rafah. Pelo menos três policiais morreram com a explosão. A cidade, localizada na Faixa de Gaza, fica na fronteira com o Sinai, no Egito.

A explosão aconteceu após manifestantes beduínos lançarem granadas contra o prédio, durante confrontos com a polícia. Os policiais reagiram com tiros durante o protesto. O edifício está localizado perto da fronteira de Rafah e, de acordo com testemunhas, está a ponto de desabar.

Líder espiritual muçulmano defende renúncia
A tensão pode aumentar ainda mais com as declarações do xeque Yusef Al Qardaui a favor da renúncia do presidente Hosni Mubarak. O egípcio Yusef Al Qardaui é considerado o pregador mais influente do mundo árabe. Em entrevista à televisão Al Jazeera, o líder afirmou que a renúncia poderia resolver a crise no Egito.

“Mubarak, tenha misericórdia sobre essas pessoas e fuja antes que a destruição se estenda no Egito”, afirmou o teólogo sunita que lidera a União Mundial de Sábios Muçulmanos e é um dos líderes espirituais da Irmandade Muçulmana no mundo.

Toque de recolher
O toque de recolher nas três principais cidades egípcias Cairo, Alexandria e Suez foi prorrogado por mais um dia. A medida foi anunciada neste sábado pelo governo por meio da televisão estatal egípcia. De acordo com a declaração, quem não respeitar a medida estará exposto às ações de repressão da polícia e poderá sofrer “sanções legais”. A polícia tenta reprimir os manifestantes desde terça-feira (25).

FONTE: Orgulhosamente G1.com.br

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