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Mais 1,3 milhão de atendidos no Bolsa Família

Lançado pelo governo na última quinta-feira, o Plano Brasil sem Miséria, tem como um dos seus eixos de atuação a inclusão das famílias que vivem na extrema pobreza, de forma produtiva. As ações serão diferenciadas para as áreas urbana e rural.

No total são 16,2 milhões de pessoas extremamente pobres em todo o país.

Presidenta Dilma Rousseff, vice -presidente Michel Temer, presidente do Senado, José Sarney, presidente da Câmara, Marco Maia, e ministros no lançamento do Plano Brasil sem Miséria

Presidenta Dilma Rousseff, vice -presidente Michel Temer, presidente do Senado, José Sarney, presidente da Câmara, Marco Maia, e ministros no lançamento do Plano Brasil sem Miséria - AB

O “Brasil sem Miséria” em seu teor, modifica pontos importantes no Programa Bolsa Família, como por exemplo, o aumento no limite de filhos (de até 15 anos) para o cálculo do benefício. Essa alteração garante de imediato a inserção de 1,3 milhão de crianças e adolescentes no Bolsa Família.

Para Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social, as famílias só podiam receber valores correspondentes a R$ 32 per capita para no máximo três crianças, independentemente do número de filhos. A partir de agora, a quantidade máxima de crianças passará a ser cinco.

“O (Plano) Brasil sem Miséria unirá o Brasil que cresce e o Brasil que ainda não pode aproveitar as oportunidades”, é o que afirma a ministra.

Da população extremamente pobre, 40% têm até 14 anos. Além disso, em abril, o governo reajustou em 45% o valor do benefício pago às famílias com crianças nessa faixa etária.

Para a ministra “Não é o pobre que está correndo atrás do Estado, mas o Estado indo onde o pobre está.” Isso, baseada numa estratégia do plano que é a chamada busca ativa, onde o governo federal vai identificar e prestar assistência aos brasileiros em pobreza extrema.

O que acontece, é que depois de inseridos no Bolsa Família e recebendo o incentivo do governo, muitos se acomodam com o “benefício”. E mesmo com possibilidade de progredir socialmente, preferem viver amparados.

“Plano Brasil sem Miséria aumenta em mais de 1 milhão o número de crianças ‘pobres’ atendidas”

Os programas de distribuição direta de renda, estão longe de ser emergenciais, em especial se eles abrem a brecha para que a pessoa viva com esse dinheiro permanentemente.

Longe de se combater a desigualdade social mesmo à longo prazo, o programa acaba tendo um peso político tão alto que ninguém se arriscaria a cortá-lo.

Daí observa-se: beneficiários recebendo ajuda, estagnados na situação, sem profissionalização, sem incentivos trabalhistas ou melhoria significativa na qualidade de vida. E os que conseguem melhorar de vida, fraudam o programa para continuar a receber o “benefício”.

 

Da Redação – Anderson Guizolfe
Com informações da Agência Brasil

 

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Anderson Guizolfe
Anderson Guizolfe é jornalista, fotógrafo profissional e se aventura no marketing e em novas tecnologias. Faz coberturas fotográficas dinâmicas em diversos eventos, e à 12 anos garimpa informações e notícias entre uma faculdade ou outra, e o serviço público.