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Cassol acusa vereador por obras paralisadas na capital Porto Velho

“Por causa das denúncias mentirosas do vereador Cláudio Carvalho e da ex-senadora Fátima Cleide as obras de tratamento de água da capital atrasaram por quase dois anos, mas agora o TCU comprovou que não havia nenhuma irregularidade os serviços serão retomados. A verdade mais uma vez prevaleceu”. Com este desabafo o senador Ivo Cassol comemorou o parecer do ministro Marcos Benquerer Costa, do Tribunal de Contas da União, comprovando que as denúncias foram infundadas e não haviam irregularidades nas obras de ampliação da rede de água tratada de Porto Velho.

Obras teriam sido paralisadas por denúncias mentirosas do vereador Cláudio Carvalho

Obras teriam sido paralisadas por denúncias mentirosas do vereador Cláudio Carvalho

E o senador continuou: “esta é a política dos derrotados, fazem de tudo para atrapalhar quem governa com seriedade e responsabilidade, mentem e acabam prejudicando a população que precisa dos serviços”, referindo-se às falsas acusações de irregularidades que o vereador Cláudio Carvalho encaminhou ao T.C.U. As obras foram paralisadas para investigações do órgão e nada de irregular foi encontrado, conforme relatório divulgado pelo órgão nesta quarta-feira, 6 de julho.

Segundo Cassol, além das falsas denúncias do vereador, a ingerência política da ex-senadora, na intenção de prejudicar o Governo do Estado, na época, também contribuiu para que as obras fossem paralisadas. Entretanto, as supostas irregularidades não existiam, como foi comprovado com o relatório do Tribunal que acabou liberando as obras e inocentando o Governo do Estado e a CAERD, responsáveis pelas execuções das mesmas.

“A verdade demorou mas apareceu, infelizmente atrasou todo o cronograma, mas que sirva de alerta para que a população de Rondônia, especialmente da capital, saiba quem foram os verdadeiros responsáveis pela paralisação das obras de tratamento da água. Quanta dor de cabeça para os moradores que tiveram suas ruas abertas prá nada. É só comparar para ver: todas as obras da minha administração quando era governador do estado estão regulares, concluídas ou em andamento. E as obras da prefeitura da capital, os viadutos, as centenas de ruas esburacadas? Agora eu pergunto: cadê o vereador Cláudio Carvalho, que foi eleito para fiscalizar as obras e cobrar do amigo prefeito que administre o município?”, conclui Cassol.

Problemas ocasionados pela paralisação das obras de abastecimento de água de Porto Velho:

O valor total da obra do Sistema de Abastecimento de Água de Porto Velho é de R$110.489,260,33 que, quando concluído, irá beneficiar todos os bairros da capital, ou seja, 100% da população urbana. Graças às falsas denúncias do vereador Cláudio Carvalho, apoiado pela ex-senadora, a obra ficou paralisada desde 03/08/2010, praticamente um ano. Cabe lembrar que a obra foi paralisada com mais de 50% dos serviços contratados executados, e que será imediatamente retomada.

O Plenário do TCU nesta quarta-feira, dia 6, acatou por unanimidade o parecer do Relator (acórdão 1808/11) que recomendou o arquivamento das denúncias de superfaturamento e sobre preço das obras do Sistema de Abastecimento de Água de Porto Velho, descaracterizando qualquer irregularidade apontada de forma mentirosa e irresponsável pelo vereador Cláudio Carvalho e pela ex-senadora a fim de colher dividendos políticos eleitorais e prejudicando a administração estadual na época, responsável pelas obras.

Prejuízos da população com a paralisação das obras

Devido a paralisação, o tempo decorrido e ação de vândalos, está ocorrendo a deterioração dos serviços executados até o ano passado. Além disso, a empresa contratada se desmobilizou, uma vez que não havia previsão de retomada, elevando com isso os custos de uma nova mobilização ou remobilização.

O custo social é imensurável, pois atualmente apenas 60% da população urbana de Porto Velho tem acesso a água tratada, e com esta obra está se cumprindo uma das premissas do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, ou seja, a universalização do serviço, trazendo com isso melhoria da qualidade de vida, e reversão dos indicadores negativos de saúde pública, tão negativos na capital.

Quanto às condições operacionais do sistema de abastecimento de água de Porto Velho, sob a responsabilidade da CAERD, os mesmos encontram-se em eminente estado de colapso, uma vez que aguardou-se a conclusão das obras do PAC para a melhoria instalações existentes, o que não ocorreu. Hoje há falta de água em diversos bairros e diversos empreendimentos imobiliários, inclusive financiados pelo próprio Governo Federal, devido ao atraso na conclusão das obras.

Há também a sazonalidade da região amazônica, ou seja, no inverno amazônico, o qual está terminando, os 40% da população que não tem acesso a água tratada se utiliza de poços tipo amazonas (poço raso), que explora o lençol freático que está a uma profundidade média na capital de 6 a 8 metros, o que já no verão não ocorre pois este primeiro lençol fica com seus níveis abaixo desta profundidade, extinguindo com isso a única fonte de abastecimento a qual de certa forma está bastante comprometida quanto a qualidade.

No que se refere a qualidade, é tese de estudos científicos a comprovação de que as águas deste primeiro lençóis tem a qualidade comprometida devido a falte de uma sistema de coleta de esgoto sanitário, bem como a falta de critérios técnicos para execução das fossas sépticas e sumidouros e a perfuração de poços para o abastecimento de água, que acaba contaminada em virtude da pequena distância entre fossas e poços.

Agora, com a obra liberada, os trabalhos serão imediatamente retomados, com o chamamento da empresa responsável para que não se perca mais tempo e os novos prazos possam ser cumpridos.

FONTE: RondoniaDinâmica

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Anderson Guizolfe
Anderson Guizolfe é jornalista, fotógrafo profissional e se aventura no marketing e em novas tecnologias. Faz coberturas fotográficas dinâmicas em diversos eventos, e à 12 anos garimpa informações e notícias entre uma faculdade ou outra, e o serviço público.