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24 Horas, é o tempo estimado para o resgate das caixas pretas do Airbus A330

O navio lança-cabosIle de Sein’ deixou o porto de Dakar, no Senegal, hoje às 15h20, horário de Brasília. A embarcação do grupo francês Alcatel-Lucent, pilotada por funcionários da Louis Dreyfus Armateurs, irá resgatar os destroços do Airbus A330-203. Se as condições permitirem, também restos mortais de vítimas da tragédia com o voo 447 da Air France (Rio Paris) – missão de exito incerto. A chegada do lança-cabos à região do acidente,  1 100 quilômetros a nordeste de Recife, está prevista para o 26 de abril.

 

Caixas Pretas do Airbus, que são laranja na realidade (como da foto), podem ser  localizadas em menos de 24 horas

Caixas Pretas do Airbus, que são laranja na realidade (como da foto), podem ser localizadas em menos de 24 horas (Ampliar))

A etapa inicial será a tentativa de localizar as duas caixas-pretas na parte superior traseira do Airbus à 3 900 metros de profundidade em uma planície abissal do Oceano Atlântico. A equipe da americana Phoenix International, responsável pelo veículo autônomo submersível Remora 600, estima poder realizar a missão em menos de 24 horas. Isso porque a parte da aeronave onde  se situam as caixas-pretas está inteira e, sobretudo, devido a um mosaico montado a partir de 13 000 fotografias submarinas dos destroços – quando elas foram feitas, o autor, um robô-submarino  amarelo com a forma e tamanho de um torpedo, memorizou as posições  exatas dos ângulos de tomada. O conjunto de imagens digitais  compõe uma espécie de “vista aérea” de um retângulo no fundo do mar cujos lados medem 200 por 600 metros, equivalente ao tamanho de 5 a 6 campos de futebol.

Se as caixas-pretas forem recuperadas, elas serão imediatamente colocadas sob custódia dos agentes da Gendarmaria do Transporte Aéreo (GTA) francês, parte da comissão rogatória embarcada sob as ordens dos juízes de instrução, os magistrados  Sylvie Zimmerman e Yann Daurelle, do Tribunal de Grande Instância de Paris, responsáveis pelo processo penal sobre o acidente, no qual a Air France e a Airbus foram indiciadas por homicídio culposo. Em seguida, as caixas-pretas serão embarcadas em uma fragata ou um barco patrulha da Marinha da França com a missão do transportá-las até Caiena, na Guiana France. Uma vez na capital do território ultra-marino francês, as caixas pretas serão levadas  por avião militar ao aeroporto Le Bourget, norte de Paris. Aliás, onde fica a sede do BEA.

Será nos laboratórios do Escritório de Investigações e de Análises (BEA) da Aviação Civil da França, órgão responsável pela apuração das causas do acidente, e somente em presença dos investigadores franceses, de um oficial da Polícia Judiciária (OPJ) e registrado por uma câmera de vídeo, o momento determinante da investigação: verificar se as caixas-pretas estão em condições de “falar”. Se  tudo estiver bem, as informações poderão ser extraídas em menos de 20 minutos por um leitor (veja a ilustração).

Os gravadores de bordo são capazes de registrar 1 300 parâmetros do voo (SSFDR), de 30 minutos de áudio em alta qualidade anteriores ao momento do acidente e duas horas em modo normal (SSCVR). São informações capitais para chegar as causas do maior acidente aéreo da Air France e do qual, depende em muito a segurança do transporte aéreo mundial. Diariamente, 13 milhões de passageiros cruzam os ares do planeta, a metrópole voadora só perde em população para Mumbai e Xangai.

Mas se as caixas-pretas estiverem danificas pelo impacto do Airbus contra a superfície da água – 200 toneladas com a velocidade próxima de 3 quilômetros por minuto – e/ou efeito dos quase dois anos sob pressão de 390 atmosferas de água corrosiva ainda haverá esperança. Elas serão enviadas para o fabricante americano Honeywell. A tentativa de restauração dos dados pode levar meses. Contudo, as caixas-pretas do Airbus A330 – são de cor vermelha fosforecênte – modelos 4700 e 6022, foram construídas para resistir a choques de 3 400 G e a pressão submarina de 6 000 metros de profundidade. Tudo indica que o A 330-203 da Air France passou por circunstâncias dentro dos limites de resistência das caixas-pretas.

O custo da quinta etapa das buscas foi recentemente estimado pelo ministro dos Transportes da Franca, Thierry Mariani, em 6 milhões de euros – 28 milhões de euros já foram gastos até agora. O navio lança-cabos Ile de Sein poderá ficar na região até o dia 8 de junho de 2011.

Fonte: VEJA    In: blog/de-paris/voo-af447-rio-paris/caixas-pretas-poderao-
ser-localizadas-em-menos-de-24-horas/

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