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Governo de Rondônia discute política voltada às pessoas ostomizadas

A importância de uma política voltada aos anseios e necessidades das pessoas ostomizadas (que usam bolsa de colostomia ou ileostomia presas ao abdome para eliminar fezes após um processo cirúrgico) está em discussão nesta terça e quarta-feira (23 e 24), no Rondon Palace Hotel, em Porto Velho, por ocasião da I Oficina de Discussão Política da Pessoa Ostomizada do Estado de Rondônia.

A proposta, segundo a gerente de Programas Estratégicos da Secretaria de Estado da Saúde, Annelise de Medeiros, é implantar no Estado a Portaria 400, do Ministério da Saúde, que prevê, entre outras ações, a criação de um núcleo de apoio multiprofissional para uma assistência mais efetiva e de qualidade aos que apresentam essa deficiência, incluindo a distribuição de bolsas.

SESAU realiza oficina para discutir benefícios à pessoas ostomizadas

SESAU realiza oficina para discutir benefícios à pessoas ostomizadas

Em Rondônia há entre 60 e 70 pessoas cadastradas, entre elas duas crianças, segundo o presidente da Associação de Pessoas Ostomizadas, Walter Bariani, que há nove anos e sete meses é ostomizado e há quatro anos fundou a associação visando estimular os direitos dessas pessoas, vítimas de preconceitos e discriminação. Além dessas reações e do incômodo, entre as principais reclamações desse público está o custo da bolsa, que gira em torno de R$ 18 a R$ 22 (uma de qualidade) com duração em média de 4 a sete dias.
Considerando a urgência de organizar os serviços prestados a esta demanda, conforme Izenilda Evangelista, terapeuta ocupacional e coordenadora do Programa de Pessoas com Deficiência da Sesau, a partir desta oficina pretende-se organizar o fluxo de referência e contra-referência nas unidades hospitalares com vistas aos fortalecimentos das políticas voltadas às pessoas com câncer e deficiência em Rondônia.

De acordo com a coordenadora nacional do Programa de Pessoas Ostomizadas do Ministério da Saúde, Ângela dos Santos, dados da Associação Brasileira de Ostomizados (Abraso) revelam que em todo o País há cerca de 80 a 100 mil ostomizados que requerem uma série de atenções estabelecidas numa Declaração de Direitos emitida pelo Comitê de Coordenação da Associação Internacional de Ostomia (IOA) em 1993 revisada pelo Conselho Mundial em 2004 e 2007.

A ostomia é uma cavidade abdominal realizada por intervenção cirúrgica para a saída das fezes ou urina. Há vários tipos de ostoma, entre eles o respiratórios (traqueostomia), gástrico (gastrostomia), intestinais (colostomia e ilestomia) e urinário (urostomia).

Ainda conforme Ânegela Santos, são várias as razões pelas quais uma pessoa necessita ser operada para construir um novo caminho para a saída das fezes ou da urina, entre elas estão doenças inflamatórias intestinais (Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa), câncer, traumatismos causados por acidentes e Doença de Chagas. Atualmente esse tipo de intervenção se realiza criando um ostoma, ou estoma, na parede abdominal por onde as fezes em consistência e quantidade variável, e a urina, em forma de gotas, são expelidas.
Contato com a associação em Rondônia, que tem sede na Casa de Apoio do bairro Triângulo, na Capital, pode ser feito pelo telefone do presidente Walter (69) 9994 5822.

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Anderson Guizolfe
Anderson Guizolfe é jornalista, fotógrafo profissional e se aventura no marketing e em novas tecnologias. Faz coberturas fotográficas dinâmicas em diversos eventos, e à 12 anos garimpa informações e notícias entre uma faculdade ou outra, e o serviço público.